T15 CCM - Turma 15 do Curso de Ciências Moleculares

Um experimento legal

Out-of-body experiences are 'all in the mind'

Muito útil...

Pra parte da turma que foi pro ime.... e pra que não foi tmbm....

http://www.maths.uwa.edu.au/~berwin/humour/invalid.proofs.html

Oração

Aos crentes

Oração do DNA

Creio no DNA todo poderoso
criador de todos os seres vivos,
creio no RNA,
seu único filho,
que foi concebido por ordem a graça do DNA polimerase.
Nasceu como transcrito primário
padeceu sobre o poder das nucleases, metilases e poliadenilases.
Foi processado, modificado e transportado.
Desceu do citoplasma e em poucos segundos foi traduzido à proteína.
Subiu pelo retículo endoplasmático e o complexo de Golgi
E está ancorado à direita de uma proteína G
Na membrana plasmática
De onde há de vir a controlar a transdução de sinais
Em células normais e apoptóticas
Creio na Biologia Molecular
Na terapia gênica e na biotecnologia
No seqüenciamento do genoma humano
Na correção de mutações
Na clonagem da Dolly
Na vida eterna.
Amém

Combustíveis renováveis

Making Gasoline from Bacteria

Blog

Será que o blog ficará meio abandonado agora que estamos no avançado??

Sobrevivendo no vácuo

Can You Survive in Space Without a Spacesuit?

Vocês acreditam?

essa é pro léo

Enxergando sites como daltônico

http://www.vischeck.com/vischeck/vischeckURL.php

Ai

que cágáço...
Ainda bem que o fleming me passou...
agora é fazer um avançado decente e muito DoTa

Sobre a Reunião Sanguinária

Oi pessoal,

Depois de ler os pareceres sobre o caso, meu desânimo e decepção com a situação só cresceram.

Acho que o CM tem alguns problemas estruturais, mas acho que a maioria de nossos problemas é culpa nossa mesmo. Meu aproveitamente do básico foi vergonhosamente baixo. Fico muito triste por ver o Pizza, que certamente aproveitou muito mais que eu ( ele até se descobriu matemático! ) ter sido jubilado. A comissão praticou a façanha de jubilar um dos caras mais cientificamente talentosos que já passou por aquele curso. Torço fortemente pra que ele supere logo essa injustiça, se transfira pra matemática e obtenha ótimos resultados. Depois os aplique à biologia ou algo parecido, só pra mostrar que ele tinha o espírito do CM.

Tô desanimado também, numa situação parecida com a do Saulo. Acho que o melhor jeito de sanar esses problemas é nos dedicando bastante, obtendo bons resultados e provando que não somos assim tão vagais. Mas por hora não me sinto nem um pouco disposto a isso. Espero que passe.

P.S.: Daniel, quando eu o parabenizei por ter saído do cm não tava sendo irônico.

Reflexões

Bem, como vocês podem ter visto, apesar do "post" sobre a reunião estar em meu nome, não sou o autor; apenas emprestei a minha conta que já estava aberta. Mas esse comentário não tem como propósito essa justificativa. Numa certa discussão que eu realizei com o Luis recentemente, estávamos levantando pontos que poderiam refletir não somente no desempenho como um todo, mas também como a perda de interesse pela a maioria de nós no decorrer do curso. Alguns citados são resultados de tal conversa, outros são alguns que eu levantei ao longo do período de ciclo básico. Não necessariamente seguem uma ordem cronológica (alguns são até mesmo atemporais) bem tão pouco são mais ou menos importantes. Podem parecer críticas pessoais, espero que se alguém ler isso e se sentir ofendido, não entenda como tal. Se quiserem me criticar, sintam-se à vontade, tanto pelo meu comportamento no geral, bem como nas concepções aqui por mim apresentadas, mas antes reflitam sobre o assunto, pois eu passei boa parte desses dois anos pensando nisso. Muitas das minhas ausências, principalmente no semestre passado (não digo presença no sentido estar no CM e não comparecer às aulas, mas sim não vir mesmo) foram momentos de reflexão. São eles:

> O fato de terem mantido a Luiza tanto tempo. Foi um dos meus maiores desmotivadores, mas reconheço que sozinho não teria tanto peso. Tornou-se mais evidente do segundo para o terceiro semestre, quando eu efetivamente parei de ir à maioria das aulas. Poxa, eu pensava: "Por que me esforçar se vou ser passado?". Era muito desestimulante estar fazendo EP ou prova do Mané e chegar a Luiza e dizer assim: "Ah, o que é isso? EP? Beleza, vou pra rateria."

> A maior parte dos meus amigos saiu. Isso tornou o ambiente ainda mais "stressante", para não dizer triste. É fato que alguns decidiram sair por conta própria, outros eu vejo com maior freqüência, mas mesmo assim foi uma grande perda. Neste caso eu incluo a Marisa, que foi a maior perda do CM como um todo.

> Koiti. Me fez perder totalmente o interesse pelo curso. Foi o estopim pra mim e acredito para que outros também. Acho que o seu caso já fora discutido tantas vezes que posso me abster de comentá-lo.

> Os computadores novos. Não preciso nem dizer no que isso se refletiu, né? Pode parecer um argumento bobo, mas foi um agravante. Era (ainda é) o único momento de lazer nosso, ainda mais pelo fato do jubilamento da Marisa. Isso somado ao fato de eu ser facilmente persuadível (quem entendeu, entendeu) mostrou-se como um efetivo método para me manter fora da sala.

> A falta de uma espécie de apoio psicológico e emocional. Apenas exigiam da gente, mas nunca se preocuparam com o fato de alunos participativos terem deixado de comparecer às aulas ou sua perda de interesse. O Saulo, acredito que até então o nosso maior exemplo de dedicação, é o caso mais notório. É fato, como já argumentado pelo Saulo no "post", que a comissão "não tá nem aí pra gente", usando um Português mais claro. E o fato de não sermos parâmetro reforça ainda mais essa idéia, bem como serve para aumentar ainda mais o desânimo e o desestímulo. Uma idéia alimenta a outra e por isso a situação foi ficando até cada vez pior. Pode parecer que estou "batendo na mesma tecla", mas novamente, a ausência da Marisa mostrou-se como fator determinante, afinal, era ela quem ouvia nossos problemas.

> Este é apenas pessoal, mas explica um pouco o meu caso: do segundo para o terceiro comecei a fazer a IC, o que consumiu ainda mais o meu tempo, mas não considero um argumento válido, uma vez que eu já sabia disso. O que eu realmente relevo é que eu gostava mais de ficar no laboratório do que na sala de aula.

> Bolsa. Pode parecer um argumento à-lá Daizou, mas acredito que um apoio financeiro meio que reforça o seu compromisso para com o curso do tipo "eu sou obrigado a estudar, afinal, eu ganho pra isso". E o que a gente ganha? NABO e só. As bolsas foram distribuídas até a turma 13, então acredito ser natural até aquela turma o desempenho ser excelente, como reforçado. Se não me engano, isso ocorreu até o segundo semestre de Básico deles. alguns podem dizer: "E a 14?"; bem eles são caso a parte, sempre foram dedicados, mas, por exemplo, eles têm o Vítor que muitos sabem que ele é quase sempre pauta nas reuniões. Além disso, tem o fator MULHER que, por si só, já diz qual é a maior necessidade da T.15.

> A nossa, digamos, preguiça como turma. Sim, preguiça. Não estou dizendo isso no sentido ofensivo tratando-nos como vagabundos, mas sim como uma espécie de natureza. Acredito que muitos, assim como eu, eram um dos melhores alunos das escolas pelas quais passaram. Eu, por exemplo, não estudava para a maioria das provas (exceto àquelas em que havia a necessidade de decorar, como História), e mesmo assim era uma das maiores notas da sala. Isso me deixou um tanto quanto relaxado com relação ao conceito de estudo. Isso aliado ao orgulho (não confundam com arrogância) me impediram de me esforçar mais. Orgulho tamanho, que muitas dúvidas eu guardei pra mim e tentei solucioná-las sozinho. Nossa turma pode ser considerada a pior, mas é apenas porque não nos esforçamos devidamente, porém, acredito que essa denominação está longe de ser verdade; olhem a T.16, por exemplo, eles falam que a Alinka corria com a matéria O_o. Eu admiro a dedicação deles, mas em alguns pontos, isso não os faz melhores do que nós.

> Esse pra mim (só pra mim) é o mais importante: o término do meu namoro. Não sou muito de falar da minha vida pessoal, mas acho que este é um bom momento para isso. Ocorreu pouco antes de eu entrar na USP (até então eu já estava prestando vestibular pro IME). Isso me deixou completamente abalado afinal, foram cerca de 4 anos e planos os quais eu vi sumirem da minha frente. Como grande parte dos fins desse tipo, fiquei totalmente desiludido com a vida, sem razão para ela. Então, eu precisava arranjar outra razão para tal. Vocês podem dizer: "Era só arrumar outra namorada!". Não é tão simples. O fato é que nunca encontrei outra pessoa tão especial e importante pra mim. Vi no CM uma outra razão para me sentir vivo: ser um cientista e ajudar as outras pessoas. Até aí não tinha idéia de como. Foi com aquela aula com a Eugenia que me mostrou algo realmente importante o qual eu poderia me dedicar: o câncer. Já vi muitas pessoas morrerem desse mal, o que reforçou a minha decisão. É fato que eu sempre gostei de Biologia e cheguei a prestar Medicina na primeira tentativa. Minha mudança pra Matemática foi repentina dado que alguns conhecimentos adquiridos durante o período de estudo em Cursinho me motivaram a tal. Mas o caso é que o CM nunca chegou a preencher esse vazio na minha vida, muito pelo contrário, feriu ainda mais o meu emocional. Muitos podem achar bobagem o que está sendo dito, mas estes são aqueles que nunca amaram ou forma amados pra saber. É isso que me fez segurar esse sentimento de não-exposição por tanto tempo. Hoje em dia já superei o ocorrido, mas ainda não descobri a minha razão...

Bom acho que é isso o que eu tenho a dizer sobre o que eu penso sobre os fatores que influenciaram a nossa passagem pelo Básico. Lamento o ocorrido com o Pizza e espero que o Avançado me dê o motivo o qual estou buscando.

Antes de encerrar definitivamente, queria fazer um parecer sobre os professores que tivemos:

> Bechara: o que dizer desse "menino"? Bom, Bechara fora um dos nossos melhores professores de Biologia, pra não dizer "O" melhor. Apesar da aula dele dar muito sono, o conteúdo compensava. Conseguiu fazer milagre com a pouca carga horária. O único problema eram as mentiras ("Vocês não precisam decorar todos os aminoácidos." ou "Vocês não precisam decorar o Ciclo de Krebs." ou "Na prova não tem pegadinha." são exemplos), o que refletia no resultado das provas.

> Torresi: ao contrário do Bechara, pra esse o tempo sobrava. Terminava a aula e já ia bandejar e aposto que furava fila, porque quando estávamos entrando ele já estava saindo. dizia que gostava de ser desafiado, mas acredito que isso não seja um bom pedido pra uma turma cuja maioria é primeiro anista e se sente coibido ou não possuia o conhecimento para fazer perguntas desse tipo pra ele. O curso em si era Química de colégio e não acrescentou quase nada. Tentou estender o programa para sólidos, mas não mostrou-se efetivo. A visita ao laboratório com o microscópio de força atômica foi legal =D. Mas eu não tô bravo.

> Alair: esse é um caso a parte. Caiu de pára-quedas, sem qualquer orientação de como deveria ser ministrado o curso (o que reforça o argumento de que a comissão não se preocupou com a gente) e portanto realizou-o como é feito no IME ou POLI. Confuso, demorou muito tempo até se decidir qual linguagem adotar. Mentiroso, falou que C não era seu forte, o que ele sabia era Python. Ironicamente, ao apresentar Python, disse o contrário. Me fez perder o interesse pelas suas aulas após o incidente "cágáço" (sim, com dois acentos para denotar a fonética empregada). Autor de muitas frases e eventos um tanto quanto engraçados, como o fato de listar as dúvidas na lousa e o acidente com o projetor, jamais será esquecido. Hup!

> Mané: sentido de uma vida sentida em vão. Excelente professor, sabe de todas as áreas da Matemática. Foi o único que percebeu o nosso início de desânimo e tentou conversar. O único problema é o número e duração das provas, o que deixou-nos sem tempo para nos dedicarmos às demais disciplinas.

> Alinka: apesar de se perder em determinadas passagens, é uma boa professora. Ficou muito tempo chateada (era só ver a relação dela com a T.14) com a nossa turma devido à avaliação que o Cabelo proferira com relação a ela e ao seu curso, mas no final percebeu que gostávamos muito dela. Ainda tá devendo a história de sua vida.

> Emer: como está bem dito na wiki: mostrou tanto seu lado Suavinho quanto Ferro. Apresentou-se como amigos de todos, mas na verdade só queria f* (o Fena que o diga). Acredito que aprendeu mais quem adotou o plano de ficar em casa e resolver aqueles exercícios do que quem fora às aulas. Boas mesmo foram as aulas ministradas pelos convidados (o que me rendeu um orientador =D).

> Shirley: o esquema de aulas adotados é completamente ineficiente. Não é porque na pós-graduação que ela faz assim que no CM ela deveria fazer. É o velho conceito de achar que somos gênios e devemos ser tratados como tal. Era evidente que era uma excelente professora (quando queria ensinar) e que tinha amplo conhecimento. Gostaria, sinceramente, que tivesse ministrado suas aulas.

> Regina Markus: excelente professora, péssima pessoa. Tivemos sorte de tê-la pego numa boa fase (afinal, nem mesmo o incidente da biblioteca alterou o seu humor para com a turma). Completamente arrogante, não aceita ser corrigida, o que mostra um péssimo exemplo de como um cientista deve ser. É uma das que aparecem de tempos em tempos pra criticar os alunos e as dependências do curso.

> PS: exemplo de cientista molecular, tem conhecimento de todas as áreas. As aulas tinham pouca duração, mas as histórias eram longas. Acho que ele poderia ter explorado um pouco mais da nossa turma.

> Lucile: acredito que tenha sido a melhor professora de Bio. O seu lab. fora muito instrutivo (principalmente pra mim que vou precisar =D).

> Winter: o problema é que a matéria era muito chata! Ficar decorando aqueles nomes era um s*. Apesar disso, tentava tirar do nosso âmago as respostas para suas perguntas.

> Koiti: sem comentários.

> Saulo: outro grande professor. Suas contas eram exaustantes, mas isso é pouco perto do conhecimento passado. Foi uma das nossas maiores perdas. Me sinto arrependido por ter deixado de frequentar suas aulas. Talvez o único defeito seja ser são-paulino XD.

> Tal: antes de mais nada, gostaria de mostrar a minha admiração pela carreira que ele construiu. Pessoa brilhante, realmente um gênio. Pena considerar-nos como tal (sem drogadilhos XD). Inicialmente fora um exemplo pra mim, mas também se mostrou como um outro fator desestimulante: jamais serei como ele. Mas ninguém é perfeito, mostrou-se um hipócrita ao afirmar que houve "cola" nas provas. Se ele não queria que nós discutíssemos as questões, ficasse na sala.

> Fleming: como possivelmente ele lerá isso só irei falar bem. É brincadeira. Acho que o único defeito do Prof. Fleming é não ter defeitos. Pessoa carismática e dedicada, outro exemplo de grande cientista. Nunca me senti merecedor de sua benção e, aliado aos demais fatos, parei de frequentar sua aula. Professor, caso esteja lendo isso, peço desculpas pela minha ausência e fica aqui a admiração que eu tenho pela sua pessoa. Apesar da excelente abordagem sobre a Física e suas histórias, pra mim, seu maior ensinamento fora o comentário com relação ao seu colega que era considerado um dos piores alunos da classe e hoje é alguém de renome. Ainda queria entender como ele faz pra parar o tempo...

> Maria Regina e Maristela: nada a reclamar, exceto que a segunda é muito feia XP, mas as aulas eram boas.

> Débora e Merari: aulas também muito boas. Apenas uma prova foi muito sem noção.

> Quina: acho que não tem nenhum ponto negativo, apesar de ser químico. Mostrou que existem bons professores de Química na USP. Foi o único que trouxe mulher pra sala XD.

> Kuhl: mostrou-se mais desinteressado com o curso do que os alunos. Diferente do Prof. Saulo, não estava apto a sanar todas as dúvidas e alegava trazer na próxima aula. Demorou muito para soltar as notas, o que acarretou a situação até hoje pendente. Mas não o culpo, dado que não comparecíamos às suas aulas.

P.S.: foi só um desabafo.

Resultados da Reunião...

Saulo: -Seguem os resultados da reunião: Na hora da reunião, fomos informados de que apenas um aluno da T.15 poderia representar a turma, e fui eleito por metade da turma (que estava presente) como o representante. A reunião começou muito tranquila, obviamente porque estavam falando das turmas 13 e 14, mas quando o assunto foi a T.15 digamos que as discussões se tornaram mais acaloradas. Acho que cabe comunicar apenas os eventos envolvendo a nossa turma 15, haja vista que os outros interessantes lhe serão informados através de meio popular (fofoca). O primeiro assunto levantado foi o Gustavo. Perguntaram o que seria o ( * ) que representava a nota dele em computação. O Prof. Saulo explicou que havia conversado com o Prof. Nelson e a situação da viagem do Gustavo foi explicada. Houve já um começo de exaltação, haja vista que o Gustavo só retornaria depois do dia 20 de agosto, mas dado o histórico do Gustavo e as palavras bondosas do Prof. Saulo, o Gustavo foi considerado aprovado. Com relação ao projeto do Gustavo, o próprio Prof. Saulo afirmou que o projeto estava sólido e que estava tudo nos seus conformes (apesar de fazer uma cara triste e comentar que o Gustavo decidiu não dar continuidade ao trabalho que estava realizando junto ao Prof. Alair). Em seguida, foi levantado o problema das notas em Computação. sendo que o caso do Pizza foi conversado inicialmente, a parte dos demais. A profa. Regina Markus encarou a nota do Pizza como uma afronta, um teste para ver qual era o limite da comissão. Tudo que eu tentei dizer em defesa do Pizza foi usado contra ele, de maneira similar ao que Roberto Justus faz ao demitir alguém. Apesar de eu falar que o Pizza perdeu uma prova, isso foi usado contra ele dizendo que foi irresponsabilidade dele não justificar a perda da prova. Ao dizer que o Pizza era um aluno excelente e um dos melhores alunos da turma, o Prof. Saulo disse que a turma 15 não era parâmetro de comparação (ou seja, que a nossa turma era uma bosta fedida), e que devia ser levado em conta as outras turmas do curso. Olhares de reprovação foram voltados para mim, enquanto eu ria amargamente com o orgulho ferido das palavras do Prof. Saulo. Ao dizer que ele poderia cursar disciplinas que preencheriam o buraco (com a ajuda do próprio Prof. Saulo, que surpreendentemente defendeu o Pizza com afinco), ou até mesmo cursaria novamente a mesma disciplina, a Profa. R.M. implacavelmente destruiu o argumento, informando que isso ia contra as regras do curso. Então ela interpretou a nota dele como um descaso, disse que ele colocou a corda no pescoço e para complicar ainda mais, o Pizza não entregou o projeto de avançado dele, o que foi interpretado pela comissão como desistência. A Profa. Lucile, para finalizar a discussão, afirmou que o próprio Pizza tinha se comprometido a ser um aluno perfeito (pelas palavras da professora) e que ele tinha faltado com a palavra. Disse também que ele devia ter sido jubilado no semestre passado e que as concessões já haviam sido feitas. A profa. Regina Markus ainda afirmou que o Pizza não encontraria dificuldades para pedir transferência da BIO para o IME, uma vez que seu interesse agora era a matemática. Até mesmo o Ronaldo foi usado para criticar o Pizza: "Se até o aluno com síndrome de Crom consegue se esforçar e ser aprovado, fazendo quimio pesada, a nota do Pizza é inadmissível". A ausência do Pizza na reunião foi tomada também como desistência, e a viagem dele como um descaso ainda maior pelo curso. E apesar de todos representantes das turmas tentarem, nada, nem mesmo se Jesus aparecesse em forma de luz e ordenasse a aprovação do Pizza, eu digo NADA faria a profa. Regina Markus mudar de idéia. Baixado um pouco o sangue nos olhos, decidiu-se que seriam então avaliados os outros alunos com problemas em computação. Descrevi então o problema de falta de motivação tanto dos alunos quanto do professor, o que pareceu soar como uma piada perante a comissão. Aparentemente, o Prof. Nelson justificou as notas para o Prof. Saulo e disse que não iria realizar REC nem nada do gênero. O Prof. Saulo disse que interpretava o 4.8 do Carlos como 5 e que era necessário analisar o projeto dos alunos com nota 4 para ponderar se eles deviam ser aprovados ou não. Foram então analisados 4 projetos: o do Carlos, o do Fena, o do Leo e o do Matheus (incluido na discussão que já não se limitava mais apenas à computação). O primeiro projeto foi o do Carlos e foi considerado bom pela Profa. Maria Regina (representante do ICB, nossa ex professora de Imunologia). Em seguida, foi analisado o projeto do Leo pela adorável Profa. R.M. que destruiu o projeto, dizendo que o projeto estava muito vago, não seria nem aceito na CNPq, nem mesmo na medicina e que o orientador mal havia lido o projeto e carimbado como se fosse uma receita de remédio. Em defesa do Leo, eu disse que ele era um aluno muito dedicado (concordaram com isso os professores Fleming e Saulo) e que o problema foi que faltou comunicação entre aluno e orientador devido ao fato de que o mesmo orientador era compartilhado por 3 alunos. O Prof. Saulo então levantou a hipótese de que talvez o prof. Koichi não quisesse três orientandos. Felizmente esse argumento eu consegui derrubar, dizendo que se ele realmente não quisesse, que como Professor era responsabilidade dele informar que não queria e que isso não era culpa dos t15anos. Então foi analisado o projeto do Matheus (do mesmo orientador) e foi dito que era um bom projeto. Novamente informei que o Leo era um aluno dedicado e que o problema foi a falta de comunicação. O projeto do Fena foi considerado bom pelo Saulo e nada ficou decidido. Após mais uns momentos de discussão, os 4 alunos (Carlos, Matheus, Leo, Fena) foram aprovados. Depois a comissão discutiu fervorosamente a presença dizima periódica 66,6% do Ronaldo, dizendo que era ridiculo alguem fazer isso com ele, e defendendo alguém da t15 pela primeira vez na reunião. Nota: enquanto eles indagavam exaltados: "Quem foi o culpado por essa frequencia ridicula de dizima, que não deu 70% para o Ronaldo??" a profa. Maria Regina sai de fininho para atender o celular que ninguém ouviu tocar/vibrar... Quanto ao restante dos projetos, os projetos do Luis, Gustavo (sim novamente) e do Ronaldo foram elogiados pelos professores Saulo(2x) e Fleming respectivamente. O projeto do Rafael também foi criticado, mas como o projeto dele estava com um outro professor e não a Profa. R. M. , as criticas foram mais amenas do que aquelas deferidas contra o projeto do Leo (acredito que os dois projetos deviam estar semelhantes). Então foi decidido que os dois teriam um prazo para entregar um projeto reformulado e mais bem construido. Ao final das discussões sobre a t15, a Lucile disse que o Ronaldo deveria entrar em contato com ela a respeito da disciplina que ele deveria cursar no laboratório dela, que foi descrita por ela com uma dívida do Ronaldo. Em termos gerais, todos os professores elogiaram os projetos excelentes dos alunos-gênio das turmas 14 e 13 que já ingressavam em doutorados e recebiam cartas dizendo que seu desempenho em certas disciplinas foi excelente. Quanto a t15, foi dito que ela era uma turma complexa (assim como delinquentes são casos difíceis, ou deficientes mentais são pessoas especiais), que não servia como parâmetro para os alunos do CM, não houveram projetos excelentes, e a unica coisa dita em nossa defesa foi sobre o Ronaldo que realmente mereceu. Antes do término da reunião, o Prof. Fleming aproveitou o espaço para anunciar sua aposentadoria no ano que vem, o que representa uma perda muito grande para o curso (caso ele não seja persuadido a continuar ministrando seus maravilhosos cursos de Física 3 e 4 aqui no CM). Como nota pessoal, eu realmente começava a me sentir animado com o avançado, e sentia que finalmente tudo estava caminhando para dar certo. O começo do avançado e elaboração do projeto realmente deram a motivação que eu estava precisando. Então veio a reunião... Mas nas próprias palavras da Lucile: "Ciência nem sempre dá certo... " e agora eu me sinto como resultado errado e praticamente descartadado pela comissão do curso. E sinto até vontade de tirar 1 junto com o Pizza para mostrar que nós merecíamos valor. Estudar num curso em que nem mesmo seus coordenadores acreditam em você é realmente o pior estímulo que existe e reflete o desempenho da turma. Vou até precisar de terapia para recuperar minha auto-estima XP. Abraço a todos sofredores da T15.